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Após liminar de Alexandre de Moraes, Bolsonaro volta a associar PT ao PCC

No domingo, o ministro determinou que bolsonaristas excluam publicações que atrelam o PT e o ex-presidente Lula à facção criminosa

Dois dias após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente em exercício do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, acatar pedido do PT e conceder liminar para que bolsonaristas retirem publicações enganosas sobre o partido, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a associar a sigla ao PCC nas redes sociais.

“Lider da facção criminosa [irraaa] reclama de Jair Bolsonaro e revela que com o Partido dos [irruuu] o diálogo com o crime organizado era ‘cabuloso’”, diz texto que acompanha uma reportagem do Record que mostra uma interceptação telefônica feita pela Polícia Federal na qual um líder da facção criminosa diz ter “diálogo cabuloso” com o PT.

“É o grupo praticante de atividades ilícitas coordenadas denominado pela décima sexta e terceira letra do alfabeto com saudades do grupo do animal invertebrado cefalópode pertencente ao filo dos moluscos”, publicou a conta oficial de Bolsonaro. Usando códigos para não mencionar nominalmente os adversários, ele afirma que o PT coordena o PCC, que tem saudades do grupo de Lula.

Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “há nítida percepção de que as mentiras divulgadas objetivam, de maneira fraudulenta, persuadir o eleitorado a acreditar que um dos pré-candidatos e seu partido, além de terem participaram da morte do ex-prefeito Celso Daniel, possuem ligação com o crime organizado, com o fascismo e com o nazismo”.

 

Por Jamile Amine/bahia.ba | Foto: Marcos Corrêa/PR

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