BRASIL

Morre o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor aos 81 anos, em São Paulo

Morreu hoje, aos 81 anos, o cineasta, escritor, jornalista e analista político Arnaldo Jabor. Ele estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o dia 16 de dezembro, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico.

A informação foi confirmada pela família nas redes sociais. “Jabor virou estrela. Meu filho perdeu o pai. E o Brasil perdeu um grande brasileiro”, escreveu Suzana Villas Boas.

Tendo iniciado sua carreira no cinema e conquistado prêmios importantes com seus filmes entre as décadas de 1960 e 1980, Jabor também integrava o time de colunistas do jornal O Globo e também da TV Globo desde 1991.

O cineasta deixa uma filha, Carolina Jabor, que também atua como diretora e produtora audiovisual.

Na telona
Nascido em 1940 no Rio de Janeiro, Arnaldo Jabor desempenhou diversas funções no mundo da sétima arte: ele foi técnico de som e roteirista antes de passar a dirigir curtas e longas metragens.

Um dos expoentes do movimento do Cinema Novo, focado em analisar a realidade do Brasil, Jabor foi responsável por sucessos de bilheteria como “Toda Nudez Será Castigada” (1973), premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim, e “O Casamento” (1975), ambos baseados em obras de Nelson Rodrigues.

Ironia na TV
Na década de 1990, em decorrência do sucateamento do cinema nacional, Arnaldo Jabor se voltou para a imprensa, atuando como colunista no jornal O Globo e também na TV Globo.

Seus comentários ácidos e irônicos sobre política, cinema, filosofia e relacionamentos ganharam espaço no “Jornal Nacional”, “Jornal da Globo”, “Jornal Hoje” e “Fantástico”.

Fama errônea
Autor dos best-sellers “Amor É Prosa, Sexo É Poesia” (2004) e “Pornopolítica” (2006), Arnaldo Jabor também ficou conhecido por textos que não eram de sua autoria, atribuídos erroneamente a ele.

Em uma coluna de 2009 no jornal “O Tempo”, Jabor ironizou os diversos elogios que recebia de anônimos na rua por textos que nunca havia escrito, assim como as críticas que recebia.

“Admiram-me pelo que eu teria de pior; sou amado pelo que não escrevi. Na Internet, eu sou machista, gay, homofóbico, idiota, corno e fascista. É bonito isso?

Arnaldo Jabor

Por Ane Cristina e Daniel Palomares
Fonte: uol / Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo/Arquivo

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